Fazia tempo que nós, 3 vadias de carteirinha não íamos pra boate juntas - boate gay, nem precisa dizer, né?
A noite tava uma maravilha, estávamos bêbadas, Marimar já tinha agarrado milhares de carinhas que eu arrumava, exatamente assim:
Chegava no boy e perguntava, na cara de pau: e aí, tu é gay?
E alguns: não, por que? (cara de espanto)
E eu: ah, po, beleza! que massa, fica ali com minha amiga!
E a vadia só se dando bem às custas da minha cara de pauzisse.
Eu, cada vez que ia no banheiro ou pegar bebida - claro - agarrava alguém diferente, e a Maria Mercedes tava no mesmo esquema.
Aí, tipo, umas 05:30h de la manhã, Marimar tava fazendo as últimas pegações com o boy da vez, porque já tava na hora de pegar o ônibus (a gente é linda, absoluta mas é pobre e volta pra casa de ônibus) e já estávamos passadas de bêbadas e cansadas. A Maria Mercedes me puxa pro cantinho e diz:
- Ei, po, segura ai uns 15 minutinhos que eu vou ali agarrar uma racha que eu volto já!
Eu disse que tava beleza, que esperava. Ai a Maria Mercedes foi caminhando e cantando e seguindo a canção e eu, muito curiosa, queria ver quem era a menina, fui seguindo ela com o olhar pelo espelho da boate. Olhei a menina que tava com ela, olhei de novo... e a cara não me era estranha...
ai, ela volta, né, e eu inicio o diálogo:
- E aí, véi, pegasse?
- Peguei, po!
- E aí, gostasse?
- E então! na moralzinha!
- É, pô, peguei ela lá em cima também!
Final das contas: risada durante todo o tempo que a gente continuou esperando a Marimar terminar de se agarrar.

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