A maior parte das histórias acho que são dos congressos da vida.
Eis mais uma:
Viagem, Rio de Janeiro Cidade Maravilhosa, gentxi bunita, sexo, drogas, gaiola das popozudas...
Aí que aconteceu o inesperado, né?
Eu e a Maria Mercedes tínhamos a maconha, mas NÃO TINHA A SEDA!
Cacete, todo maconheiro que se preza tem um livrinho de papel finíssimo - seda, para os conhecedores - dentro da mochila, mas a gente não. E a vontade de fumar apertando e a gente sem seda pra apertar o baseado.
Aí gente tava acampando, e eu saí de noite, de barraca em barraca, perguntando se a galera tinha seda, e NINGUÉM quis doar seda pra uma pobre dependente química. Até que eu acho um loirinho maaaaaaaaaaaravilhoso (gostoso mesmo, mas não da pra ficar falando isso porque eu sou bi e não quero assustar as gatinhas), andando sem rumo pelo acampamento, e pergunto se ele tem, né? porque a seda era mais importante. Ele pediu pra esperar e me deixou plantada no meio do acampamento durante uns 10 min e apareceu com a seda. Meus olhos brilharam de tanta emoção. É claro que eu pensei em uma pegação com ele, mas o loirinho, que é meu conterrâneo, mas eu não conhecia antes disso, tinha uma namorada chata pra cacete e feia (não é despeito, acreditem em mim). Então, né, só me restou voltar pra barraca e curtir a lombra com a Maria Mercedes que não teve coragem de me acompanhar na empreitada de mendigar seda aos acampadores vizinhos.
No outro dia de manhã (na verdade, de madrugada, porque 6h da manhã é madrugada), eu não sabia por que raios de porra eu tinha acordado tão cedo e não conseguia mais dormir, enquanto a Maria Mercedes roncava e me matava de inveja, porque eu queria fazer a mesma coisa.
Resolvi então abrir a barraca e olhar a cara do céu, já que tava chovendo que só a porra no Rio quarenta graus. Assim que eu abro a minha barraca, o loirinho, que até hoje não sei o nome, olha minha cara e diz:
- Po, eu tava vindo te chamar agora pra gente queimar essa coisa! e aí, tas fim?
Eu, como sou boa moça (creia) perguntei da namorada, e obtive essa resposta:
- Po, ela tá chata e não quer.
Depois disso, eu tive certeza que eu ter acordado cedo era um sinal de Jah, e que minha vida é linda. E que eu nem havia escovado os dentes (comido muito menos - e eu também não tinha comido ninguém naquela noite) e já tava fumando um.
Vale salientar aqui que dias depois do acontecido que narro agora, a gente terminou fumando o baseado enrolado em papel higiênico mesmo. Tudo menos deixar de lombrar.
