terça-feira, 20 de julho de 2010

Decepção

Um dos homens mais bonitos que conheci até hoje escreve mal pra cacete.
Quase precisei de um dicionário de hieróglifos pra decifrar a mensagem.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Compras

Marimar: bora parar de conversa, caralho e vamo ver logo o que a gente vai comprar pra comer na viagem.
Eu: 2 cinquentinhas de maconha.
Marimar: tem que levar Pitú. A gente leva uma pra cada dia, então são 7.
Maria Mercedes: po, tem aquele licor de menta que o Kadet compra por 4 real!
Eu: compra 4 garrafas daquele vinho que a gente tomou em BH!
Marimar: Compra açúcar pra fazer as bebidas!
Eu: é bom a gente levar um licor de jenipapo, que é bem regional
Maria Mercedes: ei, carai! tem que levar doritos pra gente peidar na barraca depois de comer!



Cacete, por incrível que pareça eu sou a mais mocinha das 3.

Queta

Marimar é a única pessoa que eu conheço que não fuma maconha, mas cheira quetamina. Deve ser por que na família dela, a pior coisa que existe é ser maconheiro.
E, para quem não sabe, quetamina, ou, carinhosamente, Queta, é uma anestesia pra cavalo que, quando colocada sobre um papel alumíno e levada ao microondas, vira um pó alucinógeno e que você se sente dentro e um videogame. Assim, dizem, né? porque eu cheirei essa merda quatro vezes seguidas e não tive foi nada. Assim como quando eu fumei Salvia. É por isso que eu gosto de maconha. Sempre fico chapada.


Relaxa e Espera

Manuel(tom de alegria): Quer um conselho, Maria? Quando algo não der certo, é por que não era pra ser, então, simplesmente relaxa e espera, que algo muito melhor vai acontecer!

Eu: quando quero relaxar, eu só fumo um.

Queijo de Minas

Eu e a Camaleoa conversando sobre a não-trepada dela com um cara de minas metrossexual virgenzinho que ela pegou num congresso:


Eu: mermão, POR QUE você não deu pra ele?
Camaleoa: é, rapaz, nem comi o queijinho mineiro U_U'
Eu (depois de pensar): eca!
Camaleoa: o que foi, mano? Eu não tirei o queijo, po, não comi o virgenzinho!
Eu: mermão, o que eu pensei de queijo, foi quando o cara não lava direito o pau, ai fica aquela coisa nojentinha O.o
Camaleoa: não, po, ele era limpinho, bem limpinho e sempre tava muito cheiroso!
Eu: ...
Camaleoa: (depois de pensar um tempo): ECA, VÉI!




Persuasão 2

Em uma viagem pra João Pessoa:

Marimar: e aí, a gente vai fazer o que amanhã?
Eu: vamo pra Praia do Jacaré.
Marimar (em tom de que não queria ir): po, mermããããão... tava afim não.
Eu: bora, po.
Marimar: e tem o que lá?
Eu: gente bonita.
Marimar: tá bom, me convenceu.


Terminou que a Praia do Jacaré é um rio, tava chovendo, a gente não viu a droga do por-do-sol e não tem gente bonita coisa nenhuma.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Persuasão

conversa minha em um final de semana recentemente com amigas antigas:

Eu: po, to afim de viajar com a língua furada.
Camaleoa: faz isso agora não...
Cheshire: é, po, espera pra quando voltar.
Eu, po, mas é que eu quero ir com a língua furada. Acho que vou fazer isso essa semana.
Cheshire: mermão, tu não vai poder beber!!
Eu: isso aí não é problema não
(as duas fazem cara de espanto)
Camaleoa: po, tu não vai poder se agarrar! é 15 dias sem beijar!
Eu: meo... aí é complicado... mas besteira!
Cheshire: mermããão... tu não vai poder FUMAR MACONHA!
Eu: ta bom, me convenceu.


E convenceu mesmo. Só vou furar quando voltar. Tem coisa mais importante que a estética, né, gente?




O cemitério e a empregada

Numa bela tarde, meu colega sem nada pra fazer em casa.
Vai no cemitério (para quem não sabe: cemitério é o local onde o fumante junta todas as bagas, para uma reutilização. Maconheiro-sustentável, de bem com o ecossistema!), e encontra vários restos mortais de becks (para quem não sabe: beck é baseado), resolve juntar e torrar, ali mesmo com os amigos.
Encontram também um vinho no bar da sala e resolvem beber.
Todos pegam no sono, que nem percebem.
Mais tarde, os meninos saem e a empregada chega queixando-se da bagunça e dizendo que vai contar ao pai.
Quando o pai chega, a confusão tá feita.
A empregada corre pra contar as últimas notícias...

-Seu Adroaldo, o seu filho estava aqui, com vários amigos, fumando MACONHA, deixaram a maior bagunça a casa fica o maior fedor, beberam vinho e eu ainda achei um pedaço do fumo no cinzeiro, tá aqui, ó!

O pai vem enfurecido:
- Seu filho de uma puta, QUER DIZER QUE VOCÊ TOMOU MEU VINHO?!?

Moral da história: sempre que fumar um em casa, tome o vinho do seu pai.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pegasse, véi?

Fazia tempo que nós, 3 vadias de carteirinha não íamos pra boate juntas - boate gay, nem precisa dizer, né?
A noite tava uma maravilha, estávamos bêbadas, Marimar já tinha agarrado milhares de carinhas que eu arrumava, exatamente assim:

Chegava no boy e perguntava, na cara de pau: e aí, tu é gay?
E alguns: não, por que? (cara de espanto)
E eu: ah, po, beleza! que massa, fica ali com minha amiga!
E a vadia só se dando bem às custas da minha cara de pauzisse.

Eu, cada vez que ia no banheiro ou pegar bebida - claro - agarrava alguém diferente, e a Maria Mercedes tava no mesmo esquema.

Aí, tipo, umas 05:30h de la manhã, Marimar tava fazendo as últimas pegações com o boy da vez, porque já tava na hora de pegar o ônibus (a gente é linda, absoluta mas é pobre e volta pra casa de ônibus) e já estávamos passadas de bêbadas e cansadas. A Maria Mercedes me puxa pro cantinho e diz:

- Ei, po, segura ai uns 15 minutinhos que eu vou ali agarrar uma racha que eu volto já!

Eu disse que tava beleza, que esperava. Ai a Maria Mercedes foi caminhando e cantando e seguindo a canção e eu, muito curiosa, queria ver quem era a menina, fui seguindo ela com o olhar pelo espelho da boate. Olhei a menina que tava com ela, olhei de novo... e a cara não me era estranha...
ai, ela volta, né, e eu inicio o diálogo:

- E aí, véi, pegasse?
- Peguei, po!
- E aí, gostasse?
- E então! na moralzinha!
- É, pô, peguei ela lá em cima também!

Final das contas: risada durante todo o tempo que a gente continuou esperando a Marimar terminar de se agarrar.


Vamo queimar essa coisa!

A maior parte das histórias acho que são dos congressos da vida.
Eis mais uma:

Viagem, Rio de Janeiro Cidade Maravilhosa, gentxi bunita, sexo, drogas, gaiola das popozudas...
Aí que aconteceu o inesperado, né?
Eu e a Maria Mercedes tínhamos a maconha, mas NÃO TINHA A SEDA!
Cacete, todo maconheiro que se preza tem um livrinho de papel finíssimo - seda, para os conhecedores - dentro da mochila, mas a gente não. E a vontade de fumar apertando e a gente sem seda pra apertar o baseado.
Aí gente tava acampando, e eu saí de noite, de barraca em barraca, perguntando se a galera tinha seda, e NINGUÉM quis doar seda pra uma pobre dependente química. Até que eu acho um loirinho maaaaaaaaaaaravilhoso (gostoso mesmo, mas não da pra ficar falando isso porque eu sou bi e não quero assustar as gatinhas), andando sem rumo pelo acampamento, e pergunto se ele tem, né? porque a seda era mais importante. Ele pediu pra esperar e me deixou plantada no meio do acampamento durante uns 10 min e apareceu com a seda. Meus olhos brilharam de tanta emoção. É claro que eu pensei em uma pegação com ele, mas o loirinho, que é meu conterrâneo, mas eu não conhecia antes disso, tinha uma namorada chata pra cacete e feia (não é despeito, acreditem em mim). Então, né, só me restou voltar pra barraca e curtir a lombra com a Maria Mercedes que não teve coragem de me acompanhar na empreitada de mendigar seda aos acampadores vizinhos.
No outro dia de manhã (na verdade, de madrugada, porque 6h da manhã é madrugada), eu não sabia por que raios de porra eu tinha acordado tão cedo e não conseguia mais dormir, enquanto a Maria Mercedes roncava e me matava de inveja, porque eu queria fazer a mesma coisa.
Resolvi então abrir a barraca e olhar a cara do céu, já que tava chovendo que só a porra no Rio quarenta graus. Assim que eu abro a minha barraca, o loirinho, que até hoje não sei o nome, olha minha cara e diz:

- Po, eu tava vindo te chamar agora pra gente queimar essa coisa! e aí, tas fim?

Eu, como sou boa moça (creia) perguntei da namorada, e obtive essa resposta:

- Po, ela tá chata e não quer.

Depois disso, eu tive certeza que eu ter acordado cedo era um sinal de Jah, e que minha vida é linda. E que eu nem havia escovado os dentes (comido muito menos - e eu também não tinha comido ninguém naquela noite) e já tava fumando um.
Vale salientar aqui que dias depois do acontecido que narro agora, a gente terminou fumando o baseado enrolado em papel higiênico mesmo. Tudo menos deixar de lombrar.